À DERIVA

A esperança vaga estreita e densa
encerra seu riso em calabouço infame
sem sucesso busca por alguém que ame
com olhar tão verdadeiro que a convença

a persigo em vão de mim se afasta
consumindo a noite úmida e vasta
 do meu verso vil já não se alenta

A esperança vê por esses rios
dormirem seus navios
ela é vaga tristeza em mar tão largo

onde  imenso ócio imerge frio
veleja à deriva em mar bravio
e morre silêncio em lodo amargo.

                                 Gilberto Felinto


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

APENAS IR ME

GOTA DE EXISTÊNCIA