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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ALFORJE DOS SONHOS


A voz tão presa verso e alma sussurrada
aquele cujo coração ruína invade
carrega de tormento a eternidade
na ambição de ser ,o é,a dor fadada

e o acaso opera seus mistérios
na gangorra do céu deus brinca de pecado
e o homem que dorme o sonho malogrado
vinga-se no imaginário céu seus impropérios

amealha entre os dedos debochados
e o alforje de sonhos joga fora
numa noite solene aos aclamados
o anjo dorme e o monstro se aflora

se semear o amor é tolo intento
se a ópera do prazer é vão momento
quero tolo morrer no esquecimento.

                                    Gilberto Felinto


2 comentários:

  1. "e o acaso opera seus mistérios
    na gangorra do céu deus brinca de pecado
    e o homem que dorme o sonho malogrado
    vinga-se no imaginário céu seus impropérios

    Gostei muitoooooooooo desta estrofe.

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  2. obrigado,amiga,sua presença prestigia nosso trabalho

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