ESBOÇO A GIZ

Se entrelinhas
oculto meu absurdo
vago palavra surda
sem sintaxe
em véspera de mim

nas  mãos assim
sem régua e sem compasso
me reinvento e me refaço
sou esboço enfim

vivo por um triz
sobro-me arte a giz
a cada gesto me traço

me constatei infeliz
e meu retrato refiz
na vastidão de um abraço.

                              Gilberto Felinto.







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