segunda-feira, 3 de março de 2014

ESTAÇÃO DO FIM

quão forte fogo reacende o amor
se modorrento o sol no horizonte pousa?
se o vento frio e insano volveu qualquer coisa
e a estação do sonho perdeu toda cor

que vento fértil poliniza a flor
se o amor enfim perdeu o  encanto?
dando ensejo só a um agro pranto
e o silencio frio que precede a dor

na estação do fim fica a tristeza
e em coros ermos canta a natureza
da flor que morre se destila a essência

na estação do fim o sonho desfalcado
bebe veneno a dor do lábio profanado
congela o peito e vive a aparência.

                                     Gilberto Felinto.





domingo, 2 de março de 2014

ENLACE



que espelho sonha a face
se o ser em todo enlace
se revela solidão

quem define esse empasse
se entre luz e o contraste
vimos só a ilusão

feliz anêmona a brincar no mar
sua existência sutil

se é mais feliz vagar e naufragar
meu mundo subtil
no subilino e obscuro
desejo de amar

verso o vazio.
                                                     Gilberto Felinto.