NA TEIA DO POEMA



Hoje

derreado em meu divã
sopeso a palavra
engrazado na teia rude do poema
sou presa fácil
consumindo o gravíssimo segundo
que separa presa e predador
bamboleante
espero o pensamento
predador de sonhos
imaterial mas visibilíssimo
aos olhos da fé
de um ateu apavorado
e chega gargalhando
com senso de humor afiadíssimo
a me dizimar dilemas
caleidoscópio
girando palavras
entrelaçamentos
brevíssimo como o beijo da felicidade
altérrimo como formiga sopeada
sob a cega insensibilidade de meus pés.
      
                                               Gilberto Felinto






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