EM DEMASIA O VENTO







O vento
é no momento
uma poesia invisível
um bafo úmido
uma vela que naufraga
abicando à praia
espraiando à janela
exalando silencio
quero curtir a inexistencia do vento
que é um sentido invisível como um deus
quero a aspereza da tempestade
que precede a calmaria
eu barco fremindo o ar anuviado da dor
eu disfarçado
eu mascarado
eu contradito
eu que me encaro e não costumo me ver
em demasia eu vento
entrando pelas basculantes
vasto e revolto
eu brisa e poesia.

Gilberto Felinto

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