MINHAS CRUZADAS I



 Não encaro velhas lendas
lido com magos donzelas
desde de menino bizarro e bizantino
pinto aquarelas

sou Lancelot sem távola
cruzo cruzadas mito e real
pus na ferrugem de insônias
minhas manias medonhas
de homem medieval

sob o sol mais inclemente
meu sertão árido e vasto
é de mim séquito e carrasco
o meu chão mais aparente

cavaleiro impenitente
lutando contra o cansaço
ergo minha escalibur
como um jovem rei arthur
réu das escolhas que faço.

                             Gilberto Felinto
 


                                  

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