O ÁTRIO E O OCO

Não há só junturas no corpo
e suas sedes de sinóvia

há o mover cinestésico
 e a rebeldia da carne

o entrelaçar das fibras
cogitando o breve
 enturgercer das veias
a escoar a febre

Não há só ruturas no dorso do poema
um aneurisma sequer sangra palavra
porque de átrio e de oco
todo verso tem um pouco
quando a dor é pulsionada.

                                 Gilberto Felinto.


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