quarta-feira, 5 de agosto de 2015

DAS SOMBRAS E ASSOMBROS

Fora de mim
o império do mundo
 a amoldar - me à moda
ao modo hipnótico de suas matizes.

vivo nem sei se vivo
- nos fragmentos de suas paragens -
como um fantasma esquecido
num tempo sem memórias

- em sua casa de concreto -
dorme o inviolável silêncio
das angústias lajotadas

em nuvem e brisa me desenha
o dia de sonho

me esconde o véu,as cinzas e silêncio,

depois, cinge - me a vida,
singelamente derrotado.

o tédio ata as mãos da tarde
pesa o viver sobre os meus ombros

no coração um sol que arde
e a ilusão sob os escombros

me falta a sua claridade
me sobram sombras e assombros.

                         Gilberto Felinto.

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