quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

AMOR MAR DE MISTÉRIOS


Nesse biombo cerrado da ilusão
recolho as pétalas de sombra
que me sobram

retomo o dia em busca de um instante solar
sem intempestiva paixão
só ressonância de adeus
uníssona à dor

entre brumas de silêncio
dissimula-se a perda

sem o olhar luminoso do sol
 a cor é rude penumbra de nós
 equivocada cor me deu retinas do sonhar
veredas abertas e avessas aos pés

o mar é mistérios
nós ondas em febre que veleja
águas breves de espumas
e outras tantas que sangram o arrebol
mas todas anoitecem águas
paradas e frias
e silenciosas
e salgadas
e sós.

        Gilberto Felinto

Nenhum comentário:

Postar um comentário