O TEMPO EM REVOADA

Brinque na chuva
a tempestade pode não passar...
seja mão e  luva
a reta e a curva
o céu e o lar.

Todas as ruas
e caminhos
você pode estar...
num beco num sonho
 num querer medonho
se reescrever.
na lua gemendo sua
luz remoendo
para amanhecer.

O tempo em revoada
a desaperceber
já fez sua morada de amor morrer.
Saudade enamorada
não quer esquecer
do tempo jovial dançando tão traquino-
menino sem cabresto-
em desatino
virou pelo avesso o seu destino

 Derrape na curva
a sanidade pode não sanar.
sua ação e aceno
ao mundo pequeno
pra recomeçar.

todos as luas
nos caminhos
vão te iluminar
é um foco é uma febre...
 é  um santo sumiço...
uma rua crescendo
que vai se retorcendo
e faz rebuliço.

O tempo em revoada
a desaperceber
já fez sua morada de amor morrer.
Saudade enamorada
não quer esquecer
do tempo jovial dançando tão traquino...
menino sem cabresto
em desatino...
virou pelo avesso o seu
destino.

Gilberto Felinto.

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